Nyusi Defende Maior Autonomia de Moçambique na Gestão dos Recursos Naturais

O antigo Presidente de Moçambique , Filipe Nyusi , defendeu nesta segunda-feira, 28 de abril de 2026, uma maior autonomia nacional na gestão dos recursos naturais do país. A declaração foi feita durante um encontro ligado ao sector económico e energético, onde Nyusi destacou a importância do país controlar de forma estratégica as suas riquezas minerais e energéticas.

Segundo o ex-chefe de Estado, Moçambique possui enormes reservas de gás natural, carvão mineral, grafite e outros recursos valiosos que devem beneficiar prioritariamente a população moçambicana. Nyusi afirmou que o país precisa de políticas de reforço que garantam maior participação nacional nos grandes projectos de exploração de recursos naturais.

Recursos naturais devem beneficiar os moçambicanos

Durante o discurso, Nyusi destacou que a exploração dos recursos naturais deve servir como motor para o desenvolvimento económico e social do país. O antigo Presidente alertou para a necessidade de transparência na gestão dos contratos e investimentos ligados ao setor extrativo.

Nos últimos anos, grandes projectos de gás natural na província de Cabo Delgado atraíram investidores internacionais e colocaram Moçambique entre os países africanos com maior potencial energético. No entanto, vários sectores da sociedade continuam a questionar se a riqueza gerada é realmente beneficiária das comunidades locais.

Especialistas defendem que uma gestão mais autônoma e estratégica poderá ajudar o país a aumentar receitas internas, criar empregos e reduzir a dependência externa.

Debate sobre soberania económica ganha força

As declarações de Nyusi reacenderam o debate sobre a soberania económica em Moçambique. Analistas políticos afirmam que o país enfrenta o desafio de equilibrar o investimento estrangeiro com a protecção dos interesses nacionais.

As organizações da sociedade civil têm defendido maior fiscalização sobre acordos envolvendo multinacionais que operam no setor mineiro e energético. Há também preocupações relacionadas com impactos ambientais e posicionamento de comunidades em zonas de exploração.

Entretanto, o Governo continua a apostar nos recursos naturais como uma das principais bases para o crescimento económico nacional nos próximos anos.

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