O Banco Mundial afirmou em 18 de março de 2026 que está a analisar “todas as opções” para ajudar Moçambique a enfrentar o agravamento da sua dívida pública, num contexto de custos de financiamento mais altos, crescimento fraco e maior pressão económica.
Segundo a informação divulgada, a situação das finanças públicas do país tornou-se mais delicada porque a dívida chegou a cerca de 91% do Produto Interno Bruto no final de 2025, ao mesmo tempo que Moçambique enfrenta atrasos no pagamento de algumas obrigações da dívida, incluindo compromissos com credores como China, Índia e Arábia Saudita.
O Banco Mundial está a trabalhar com o governo moçambicano para encontrar mecanismos que possam reduzir essa pressão. Entre as possibilidades em análise está um pacote de financiamento concessional de cerca de 6 mil milhões de dólares ao longo de cinco anos, destinado a apoiar investimentos públicos e a estratégia de desenvolvimento do país. Além disso, poderá haver até 4 mil milhões de dólares adicionais para o sector privado, com apoio da IFC e da MIGA, instituições do Grupo Banco Mundial.
A preocupação com a dívida ganhou ainda mais força depois de uma análise conjunta do FMI e do Banco Mundial, divulgada em fevereiro de 2026, ter concluído que a dívida de Moçambique é insustentável. Esse diagnóstico significa, na prática, que o país corre mais riscos para cumprir os seus pagamentos sem comprometer outras despesas importantes do Estado.
Ao mesmo tempo, o país tenta recuperar fôlego económico com a expectativa de receitas futuras do gás natural, sobretudo com a retoma dos grandes projectos de LNG. Essas receitas são vistas como uma possível virada para a economia, embora ainda dependam de estabilidade, execução dos projectos e boa gestão pública.

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